Menu Content/Inhalt
Home arrow Esclerose Múltipla arrow O que é
O que é Esclerose Múltipla PDF Imprimir E-mail

Não é uma doença mental.
Não é contagiosa.
Não é suscetível de prevenção e não tem cura. (ABEM)

A esclerose múltipla é definida como uma doença neurológica crônica, que se caracteriza como uma lesão do sistema nervoso central, usualmente progressiva e que não tem cura. É conhecida também como esclerose em placas ou doença desmielinizante, pois transforma em placa endurecida a mielina que recobre e isola as fibras nervosas destinadas aos impulsos do cérebro, ao nervo óptico e à medula espinhal, dificultando assim o controle de várias funções orgânicas, tais como visão, o andar e o falar, entre várias outras funções fisiológicas (ESCLEROSE MÚLTIPLA).

Os diferentes tipos de EM (SERONO)

Tipo               

Freqüência de casos         

Curso da doença         

Remitente-Recorrente (EMRR)                   

40% dos pacientes de EM

Caracterizado por surtos seguidos por períodos de remissão, com ou sem recuperação completa. Os surtos progressivos entrariam nesta categoria (surtos seguidos por remissões incompletas). A EMRR é a forma mais comum da doença (80-90% dos pacientes de EM têm EMRR no início) e é geralmente diagnosticada em indivíduos entre 20 a 40 anos de idade.   Os sintomas podem se manifestar por vários dias ou semanas e depois desaparecer total ou parcialmente. Algumas pessoas apresentam um surto a cada poucos meses e outros apenas uma vez a cada alguns anos.   Nesse último caso, a doença é às vezes chamada de EM benigna (ver abaixo), e esse é sempre um diagnóstico retrospectivo. O padrão em que as crises ocorrem é imprevisível mesmo em se tratando de um único indivíduo. 50% dos pacientes EMRR desenvolverão a EM Secundária progressiva  (EMSP) em um período de 10 a 15 anos desde o diagnóstico inicial.

Secundária Progressiva

(SPMS)                   

40% dos pacientes de EM

Cerca de 10 a 15 anos após o início da doença.   Seu curso é caracterizado por uma piora progressiva dos sintomas neurológicos com alguns surtos mostrando recuperação incompleta no início, seguida por uma lenta e estável progressão da incapacidade sem a ocorrência de novas crises. Esses pacientes acabam se tornando moderada ou gravemente incapacitados. Podem ocorrer surtos no início, mas depois elas cessam por completo e são substituídas por uma lenta, mas estável progressão da incapacidade. Cerca de 30-40% dos pacientes de EM apresentam EMSP.

Primária
Progressiva

10% dos pacientes de EM

Caracterizada pela ocorrência de progressão desde o início, com ou sem raros surtos. Os sintomas da EMPP pioram com o tempo, mas não há surtos nem remissões. Algumas pessoas com EMPP passam por breves períodos em que seus sintomas se estabilizam ou apresentam uma ligeira melhora. Esse tipo de EM é diagnosticado com mais freqüência em pessoas com mais de 40 anos de idade.

Benigna                   

10% dos pacientes

Depois de uma ou duas crises com recuperação completa e sem qualquer manifestação de incapacidade, esse tipo de EM não piora com o tempo; não ocorre incapacidade permanente e não existe progressão da doença.

A Esclerose Múltipla Benigna tende a surgir depois de sintomas sensoriais (como , Neurite Óptica, Parestesias, Paroxismos) indetectáveis por ocasião do inicio da doença, e não apresenta nenhum sintoma motor (como Diplopia, , tremor). Alguns pacientes desta categoria, porém, poderão vir a apresentar progressão da doença; o curso de sua doença muda e passa para os estágios progressivos da EM, dentre um período de 10 a 15 anos após seu inicio oficial.
A EM Benigna só pode ser identificada de forma retrospectiva, depois de uma incapacidade mínima (EDSS < 3.0), 10 a 15 anos depois de seu início oficial. Inicialmente, essa modalidade de EM seria categorizada como RRMS.