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Uma dúvida cruel: - Doutor, eu posso engravidar? PDF Imprimir E-mail

Sentada frente ao neurologista, uma jovem, casada há poucos anos, aguarda com ansiedade a resposta. O motivo é que ela é portadora de EM e as poucas e dispersas informações que conseguiu obter até então passaram-lhe a idéia de que uma gravidez seria arriscada e, portanto, desaconselhável. Mas, felizmente, depois da conversa longa e franca com seu médico, ela conseguiu esclarecer suas dúvidas e ter informações confiáveis para tomar uma decisão segura.
A gravidez em pacientes de EM foi, por muito tempo, um tema controverso. No passado, a posição médica predominante era contrária à gestação e, em casos mais radicais, aconselhava-se a cirurgia de laqueadura de trompas, para evitar que as pacientes engravidassem. No entanto, com o avanço das pesquisas sobre a doença, posições como estas vêm sendo revistas.
A EM acomete adultos jovens, entre os 20 e 50 anos, sendo mais freqüente em mulheres. Não é uma doença fatal e um grande número de pacientes leva uma vida normal, o que, no caso feminino, inclui a maternidade. “A mulher portadora de EM tem uma inflamação, mas é uma pessoa normal, da mesma forma que um hipertenso ou um diabético. Portanto, ela poderá ter tantos filhos quanto desejar”, afirma o Dr. Tilbery.
Uma prova disso é que a EM não afeta a fertilidade do portador. Ou seja, a paciente, salvo problemas de outra natureza, tem as mesmas chances de engravidar que qualquer outra mulher.
Uma das questões que mais preocupam as pacientes é a possibilidade da mãe transmitir a doença para os filhos. Mas, ao contrário do que se acreditava no passado, a EM não é hereditária. No entanto, os pais passam para os filhos os genes que determinam suas características, o que inclui o comportamento do seu sistema imunológico. Porém, mesmo que uma pessoa tenha uma predisposição genética em relação a determinadas doenças, será preciso que ela entre em contato com algum fator precipitante para vir a desenvolvê-las. Calcula-se que o risco de uma pessoa sem antecedentes de EM na família vir a ter a doença é de 0,5%. Este risco pode aumentar até 2,5% em filhos de mães com EM, mas é considerado muito baixo para se desaconselhar a ter filhos. “São raríssimos os casos de EM familiares. A maioria dos pacientes tem descendentes absolutamente normais”, garante o Dr. Tilbery.

 
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